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Das ruas para as Olimpíadas: a cultura skate segue fazendo história

No Dia Mundial do Skate (21/06), skatistas contam como o esporte mudou suas vidas


Dewar Tadeu na Praça do Jacaré, localizada no bairro Novo Mundo de Uberlândia (MG)


Andar em uma prancha suspensa por quatro rodinhas vai muito além de equilíbrio e os obstáculos pela frente não se resumem só as calçadas, escadarias e rampas. Os skatistas, que por muitos anos foram marginalizados, agora são esportistas olímpico. A modalidade vai para Olimpíadas do Japão no próximo ano. Mas muito antes de uma medalha no peito, os praticantes conquistaram saúde, qualidade de vida e superação por meio do esporte que, neste 21 de junho, é lembrado no Dia Mundial do Skate.

O skatista profissional morador de Uberlândia (MG), Ricardo Porva, coleciona vários títulos mundiais, mas a principal vitória foi fazer com que a única filha, Iris Giuliane, hoje com 15 anos, diagnosticada ainda bebê com Atrofia Medular Espinhal (AME) e com expectativa de viver até os 3 anos, saísse da cadeira de rodas para o skate adaptado. “Primeiro, adaptamos o skate sob um trilho que havia na garagem de casa e depois em uma gaiola de metal e pela primeira vez a Íris teve a chance de andar sozinha, mesmo com todas as limitações”, disse Porva.

A engenhoca já era utilizada no Centro de Pesquisa Vitória, em Curitiba (PR), onde a adolescente fez tratamento por 7 anos, na fisioterapia dos pacientes da doença. Foi a criatividade dos pais que adaptou a ferramenta ao skate. Graças a essa iniciativa, a família criou o projeto Viva Íris e, além de poder cuidar da filha sem ter de viajar pra outra cidade, fornecem atividades também a outras crianças com quadro semelhante, por meio dessa e de outras atividades físicas, como futebol e patins.

O gasto calórico é bem grande. Andar de skate por uma hora queima, pelo menos, 500 calorias. E mesmo sem saber disso, o supervisor de vendas, Dewar Tadeu, entrou na brincadeira, depois de se mudar para um prédio no loteamento Vida Nova, bairro Novo Mundo, bem de frente a Praça do Jacaré, que como o próprio diz, tem a escultura de um jacaré em formato de pista de skate e para fazer escalada. A prática virou atividade física regular e além de ficar livre as dores na coluna e sair do sedentarismo, o morador conseguiu passar de 85 kg para 70 kg em 4 anos. “Hoje eu ensino a molecada a andar, sempre ajudo os que não podem comprar peças, dou lixa, shape, o que precisarem”, afirmou Tadeu.

Entre todas as possibilidades que o skate oferece, para alguns ser skatista profissional é um projeto de vida. O adolescente de Uberaba, Carlos Eduardo Garcia, de 15 anos, filho do skatista de mesmo nome, hoje dono de um skate shop, deu os primeiros passos na vida sobre um skate, literalmente. Com 9 anos, já competia na categoria mirim por todo o país e chegou a ser campeão brasileiro de campeonatos amadores. “Skate é tudo para mim, eu quero viver do skate, ser skatista profissional. Participar das olimpíadas é o meu maior sonho.”, contou Cadu.

A cultura skate conquistou espaço e isso fica mais evidente quando encontramos pistas em todo canto. A praça do Jacaré, citada por Dewal, foi uma iniciativa da ITV Urbanismo, inaugurada em 2011 na Zona Leste de Uberlândia. Em parceria com a artista da cidade, Vânia Vilela, a empresa criou um projeto de playground temático com direito à pista de skate no formato do Jacaré de Papo Amarelo, típico do bioma regional. Essa não foi a única vez que a urbanizadora incluiu o esporte nos loteamentos. Quatro anos depois, em Itatiba, São Paulo, o skate voltou a fazer parte dos projetos da ITV, agora no loteamento fechado, Ecologie Residencial, em uma praça de convivência entre as extensas áreas verdes do condomínio.

Em todos os casos existe, em comum, uma paixão pelo esporte. O skate no Brasil viveu altos e baixos, chegou a ser proibido durante a Ditadura Militar e, em cidades como São Paulo, foi considerado atividade de vandalismo. Na época da gestão do presidente Fernando Collor, no início dos anos 90, quando desencadeou a maior crise econômica no Brasil, a recessão impediu ainda o patrocínio e desenvolvimento de muitos atletas. Mesmo assim, eles não pararam, afinal de contas, a opinião de Porva, Cadu e Dewal é unânime: “skate é estilo de vida”. Para as olimpíadas de 2021, o Brasil é o favorito, ao lado dos Estados Unidos, por terem os maiores skatistas dos últimos 10 anos no mundo, de acordo com a Confederação Brasileira de Skate.

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